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Indústria de genéricos tem participação recorde em 2011

by em 12/01/2012

Marcado por ações judiciais de laboratórios de pesquisa que tentam dificultar o avanço dos genéricos, o ano de 2011, ainda assim, foi muito bom para a indústria de medicamentos fabricados a partir do licenciamento compulsório de produtos patenteados. O setor deve ter fechado 2011 com cerca de R$ 9 bilhões de faturamento, num crescimento de 40% em relação ao de 2010, e 570 milhões de unidades produzidas, totalizando um incremento de 32% sobre o ano anterior.

No mês de novembro, os genéricos atingiram 27% de participação no mercado em unidades, e em valores, acima de 22%. “Estabelecemos um novo recorde de crescimento nesse período”, relata o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos), Odnir Finotti. “As pessoas cada vez mais aderem aos genéricos. Passou a ser um produto de escolha da população, especialmente aquela de baixa renda, que começa a cuidar melhor da saúde”, afirma.

Produtos importantes foram licenciados este ano, como a Rosuvastatina, para tratamento de colesterol, e a Quetiapina, para doenças crônicas. “Produzidos este ano, esses medicamentos já mostram uma tendência bastante positiva e um potencial de vendas lá para a frente”, diz o representante da Pró-Genéricos. Outro destaque foi o lançamento da campanha “Saúde Não Tem Preço”, de distribuição gratuita de remédios para hipertensão e diabetes, através do programa Farmácia Popular, do governo federal.

No entanto, a principal marca de 2011 foram as ações judiciais, nas quais empresas tentaram estender ao máximo o prazo de patentes. “Mas a justiça brasileira tem se manifestado contrária a isso, dizendo que vale o que está na lei: 20 anos, a contar da data da primeira patente”, diz.

Para 2012, a Pró-Genéricos projeta uma taxa de crescimento superior a 30% em faturamento e por volta de 25% em volume. Segundo Finotti, o setor pode crescer muito mais se os governos locais não criarem medidas que atrapalhem o desenvolvimento do segmento, como a que o Estado de São Paulo passa a adotar, aumentando a arrecadação sobre genéricos, através da mudança na base de cálculo de tributação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que pode deixar esse tipo de medicamento de 7% a 15% mais caro, conforme afirma a entidade.

Fonte: DCI / Febrafar

From → Notícias

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