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Mais aquisições e fusões no varejo farmacêutico

by em 12/01/2012

Grandes redes darão continuidade ao movimento de consolidação; supermercadistas também apostam no segmento.

O processo de consolidação do varejo farmacêutico, que evoluiu com mais intensidade nos últimos dois anos, deve continuar em 2012. No momento, os três maiores grupos de segmento estão cuidando da integração das empresas adquiridas recentemente, mas mesmo assim, especialistas acreditam que estas varvarejistas estejam prontas para novas compras no ano que vem.

“O processo de integração de uma empresa varia de seis meses a um ano. Apesar disso, as companhias sabem que não dá para ficar paradas neste segmento”, diz Eduardo Seixas, sócio da consultoria Alvarez & Marsal. Para Iago Whatelay, analista do banco Fator, o mercado assistirá a mais aquisições de pequenas e médias redes. “No entanto, fusões entre os grandes grupos devem acontecer somente daqui a alguns anos”, diz.

Em 2011, um dos grupos que se mostrou mais agressivo em quantidade de aquisições foi o Brazil Pharma, pertencente ao BGT Pactual. No  período, juntaram-se ao portfólio da empresa as farmácias Big Ben, Estrela Galdino e Guararapes. Mas a liderança do setor no ano passado ficou com a cadeia resultante da união entre a Drogaria São Paulo e a Pacheco, conglomerado que fatura R$ 4,4 bilhões e possui 691 lojas. A companhia tirou o primeiro lugar de Raia e Drogasil, que se associaram poucos dias antes. Juntas, as duas redes tem receita de R$ 4,1 bilhões, com 700 unidades.

E quem não foi às compras em 2011 está se preparando para fazer operações neste ano. É o caso da Pague Menos, que em setembro solicitou registro de companhia aberta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “Devido à crise internacional os IPO’s foram interrompidos. As empresas estão vendo para onde o mercado está indo, esperando o melhor momento de lançarem ações”, diz Whately.

Desempenho

As 28 redes representadas pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) devem fechar 2011 com faturamento de R$ 20 bilhões, o que representará uma alta de 17,6% em relação a 2010. No entanto, o balnço social só deve ser divulgado pela entidade em feveireiro. ” O ano de 2011 foi muito especial graças à excelente performance das 28 redes que compõem a Abrafarma”, diz Sérgio Mena Barreto, presidente da Abrafarma.

Mas não somente os grupos especializados em drogarias que têm se destacado. A cada ano as redes de supermercados mostram mais força no varejo de medicamentos. Em 2011, o grupo Pão de Açucar abriu uma drogaria conceito que vai servir como modelo para suas próximas inaugurações. Entre as principais diferenças em relação às suas farmácias antigas estão o aumento da área de vendas e o reforço na área de cosmésticos.

Os produtos relacionados a beleza foram responsáveis por uma transformação no varejo das farmácias. Com maior presença deles nas gôndolas, além de alcançarem margens de lucro mais interessantes, as farmácias passaram a investir em pontos de vendas mais sofisticados.

O Wall-Mart, dono de 320 drogarias, também está investindo e seu comprometimento com o setor pode ser notado em 2011. A companhia foi a primeira entre os supermercadistas a se associar à Abrafar.

Fonte: Brasil Econômico / Abrafarma

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